sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Síndrome de Estocolmo


Síndrome de Estocolmo
Estou de pés e mãos atados
Estou presa e sem chance de fugir
Fui seqüestrada e não reagi
Não ofereci nenhuma resistência
Estou com síndrome de Estocolmo
Fiquei cativa na paixão
No cativeiro do seu sorriso
Desenvolvi afeição
Delirando... Envolvida em seus encantos
Estou perdida, estou com medo
Já faz tanto tempo
Que estou seqüestrada e eu não...
Não quero sair do cativeiro
Quero ficar para sempre presa
Em seus olhos, em seu coração
Presa em sua vida
Lady Val






segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A nuvem encobriu o sol



A nuvem que hoje encobriu o sol

Foi apenas um reflexo do meu sentimento

Senti uma dor profunda

Latejando em meu peito

Que insistia em lembrar-me

Sua ausência

Seu cheiro

Seu abraço

A nuvem que hoje encobriu o sol

Simplesmente serviu para lamentos

Lamentei não tê-lo comigo

Lamentei até mesmo as batidas do meu coração

Elas batiam descompassadas

Batiam de forma lancinante

Lembrando-me da distância

A nuvem que encobriu o sol

Serviu apenas para encher meus olhos

Com lágrimas que correram até meus lábios

Enquanto eu sussurrava baixinho

Seu nome que está escrito

Gravado apenas em meu pobre coração

A nuvem que hoje encobriu o sol

Não vai se dissipar tão facilmente

Porque a dor da minha saudade

É forte como uma tempestade!

Lady Val

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

LUZ NO FIM DO TÚNEL



Luz no fim do túnel



Sorrimos mesmo com vontade de chorar,

Quando caímos ao chão

Levantamos mesmo com vontade que a terra caia por cima

E nos enterre vivos!

Desejamos nos afogar em nossas lágrimas

Que às vezes são tão intensas

Que formam um oceano ao nosso redor

De repente sentimos um sussurro

Um vento tão leve que nos faz repensar

Tudo isso reacende nossa esperança

Acende a luz no fim do túnel

E nos faz querer levantar com uma força

Que já desconhecíamos há muito tempo

A luz no fim do túnel vai clareando mais e mais

Ganha uma intensidade que ofusca nossa visão

E clareia nosso coração

Dando-nos a certeza que somos fortes

E resistiremos

Quando alguém pensar que chegamos ao fim

Aí é estamos começando a nossa festa

Com destino a felicidade!

Lady Val


domingo, 13 de novembro de 2011

Retalhos



Retalhos



Conheceram-se e a paixão foi arrebatadora

Casaram-se, e tiveram três filhos

A esses três retalhos,

Dois juntaram-se a retalhos novos

E mais uma vez vieram retalhinhos

Em forma de netinhos

Juntando os retalhos de felicidade

Viveram felizes por meros quarenta anos

Essa colcha chama-se família

Juntando os retalhos descoloridos

Pela passagem do tempo

A colcha rasgou-se após quarenta anos

Longe de querer recosturar

O retalho que se foi

Jamais será substituído

Melhor homem... Melhor marido...

Melhor pai... Melhor amigo...



Lady Val




sábado, 5 de novembro de 2011

Você é o que deseja ser


Você é o quer ser!

Sou um barco a deriva

Sou o pescador... A canoa

Eu sou o peixe que vem do mar

Sou o rio de água doce

O vento a soprar

Sou a força da maré

Que tudo arranca nas margens

Sou a delicadeza da água

Que contorna seus obstáculos

Sou a nascente mais pura

A correnteza mais bravia

Um ser humano em contradição

Sou o por do sol ao longe

Sou o voltar para casa

E encontrar sua doce companhia!



Lady Val






sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quase olhei



Quase olhei
Por que nem ao menos olhei para trás?
O que mudaria se eu tivesse olhado?
Eu voltava correndo para seus braços
Para beijá-lo de verdade
Entregar-me-ia de corpo e alma
Perderia totalmente a sanidade
Lutei fortemente contra esse desejo insano
O coração, porém gritava desesperadamente
Implorava para que eu ao menos olhasse
Tentei ser forte ao sentir você seguir seu rumo
                                              E em meio as minhas lágrimas                                              
Quase entrei na contra mão
Quase fiz a ultrapassagem perigosa
Colocando em risco todo o trânsito
Quase olhei... Porém segui meu caminho
Na tentativa de suportar a dor
A dor de ter dito não a minha falta de coragem!
LADY VAL

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Minha vida de poeta!



Minha vida de poeta



Lá pelos primórdios da minha adolescência

Imaginei que fosse poeta

Eu não tinha a menor consciência

Achava que tudo era festa

Pensei muitos livros publicar

E assim fui escrevendo

Falei sobre a vida, sobre como amar

Meus escritos, eu fui escondendo

O tempo foi passando...

Foi mudando meu rumo

Nada mais eu escrevia

Nem fazia mais resumo

Muito menos poesia

Deixei de ser poeta por um tempo

Mais jamais deixei de ler

Uma amiga feito o vento

Me fez renascer

Ainda sou aspirante a poeta

Mas já perdi o medo de escrever

Não me concentro em nenhuma meta

Descobri que escrevo por prazer!

Lady Val